Por Angelo Tomasini - http://www.agrovalor.com.br
Sinônimo de elegância, a equitação é um esporte que tem chamado atenção nos últimos tempos. O ano de 2011, por exemplo, deve estar em evidência. Afinal, temos tido bons resultados nos jogos olímpicos em provas de salto.
Apesar de os maiores resultados virem dos homens, as mulheres têm se esforçado para recuperar o tempo perdido.
Em todo o país, garotas passam horas montando e treinando para competições. Não que deixem as vaidades do gênero de lado, mas a busca pelo esporte tem crescido.
No Ceará, a estudante de psicologia, Victoria Erel se divide entre a faculdade e os treinos. O início na equitação foi para perder o medo de cavalgar. Porém, depois de domada a fera, ela resolveu ir além e hoje participa do time seleto de atletas do hipismo no estado. Além dela, a irmã Sarah de 12 anos também resolveu aderir ao esporte desde os seis anos.
Em entrevista ao Portal AgroValor, a atleta falou sobre competições, treinos e a dedicação ao esporte. Antes de mais nada, por equitação entenda-se hipismo. Este que compreende as modalidades olímpicas (Salto, Adestramento, Concurso Completo de Equitação (CCE) e Adestramento paraequestre), e as não olímpicas (Enduro, Rédeas, Volteio e Atrelagem).
AgroValor - Para começar, em que categoria você disputa e com qual animal.
Victoria Erel – Pratico a modalidade do salto. Atualmente estou saltando os concursos nacionais na altura de 1,20m, categoria amador. Salto com o meu cavalo Pierre. Tenho ele desde 2008, a raça é BH [Brasileiro de Hipismo].
AgroValor – Como foi o ano de 2011 para você?
Victoria – Infelizmente me dediquei um pouco menos aos campeonatos fora do estado, pois a faculdade estava tomando muito do meu tempo (ainda não terminei o curso, terminei o sexto semestre de psicologia), mas consegui ir a dois nacionais, duas etapas do circuito Norte/Nordeste, uma em Natal (RN) em maio, onde fiquei classificada em primeiro lugar geral (1,20m categoria Amador), e a outra em Gravatá (PE), em setembro. Dessa vez não classifiquei.
AgroValor - Quanto tempo tem dedicado aos treinos?
Victoria - Treino na Escola de Equitação Christus, quatro vezes por semana, e os treinos podem ir de 30 a 60 min.
AgroValor - Como você vê a participação feminina no salto no Ceará e no país?
Victoria - Hoje, a participação feminina é maior que a masculina. Temos mais amazonas cearenses competindo fora e a qualidade da equitação está excelente, principalmente quando há um campeonato brasileiro. Nossas amazonas estão sempre entre os dez primeiros lugares, e em campeonatos Norte/Nordeste, sempre tem algum representante do Ceará no podium.
AgroValor - Essa participação poderia ser melhor?
Victoria - A única dificuldade que os cavaleiros/amazonas encontram para saltar em competições fora do Nordeste é o transporte dos animais, pois como é longe, o transporte tem um custo muito alto, e isso nos faz selecionar um pouco os campeonatos.
AgroValor - Esse é um esporte caro? Você tem uma média do que gasta com o esporte por mês. Cavalo, hípica, e competições?
Victoria - O hipismo, para quem pretende saltar em vários campeonatos fora do estado, pode ser um esporte caro sim, mas há algumas outras formas de praticar o hipismo com custos reduzidos. A amazona não precisa ter um cavalo para praticar o hipismo, muito menos para competir. A escola tem cavalos da escolinha para os alunos saltarem, isso reduz muito os custos. O aluno se matricula e pode escolher quantas vezes por semana quer ter aula. O custo para esses alunos que não possuem cavalo não é alto. Da forma como eu pratico, considero um esporte caro, pois, tenho três cavalos (Pierre, Forest Johnnie Walker e Fiver) e tento viajar todo mês para competir fora. Acredito que muitas pessoas, antes mesmo de irem atrás de saber os custos, julgam o esporte como sendo caro, e muitas vezes deixam de praticar por isso. No geral, há uma média mensal por cavalo, R$ 1,2 mil que inclui alimentação, veterinário, tratador, aulas todos os dias da semana e aluguel de baia na escola.
AgroValor – O que representa o esporte para você? E como é a sua relação com os cavalos?
Victoria - Gosto do esporte clássico. A leveza, a elegância e a beleza do salto me conquistaram. O hipismo me faz muito bem, tanto para o meu físico, quanto para o meu psicológico, e a relação com meus cavalos, me faz muito bem. O hipismo não é apenas um esporte, é uma válvula de escape, é um lazer, é um prazer imensurável... E quando você se apega ao animal, o esporte se torna algo mais, trato meus cavalos como filhos (risos). Vou na hípica duas vezes por dia para saber como eles estão.
x 
X 
X 
X 
x 